Filmes e Documentários Sobre Candomblé e Umbanda

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I) Eu, Oxum – 2017
Documentário “Eu, Oxum” , dirigido e roteirizado por Héloa e sua mãe Martha Sales, conta a sua história e sua relação com o orixá Oxum, e com outras cinco mulheres “filhas” do mesmo orixá, incluindo a Yalorixá Maria José de Santana, responsável pelo “Ilê Axé Omin Mafé, mais conhecida como “Mãe Bequinha”, que, também conta sua história, como a mais antiga “filha de Oxum” do município de Riachuelo, localizado na região do Vale do Cotinguiba-SE.
Trilha sonora assinada por Vinícius Bigjohn e Klaus Sena, com canções dedicadas ao Orixá Oxum por artistas contemporâneos, trazendo o retrato do sagrado feminino.

II) Bahia de Todos os Santos
Filme antigo, dos anos 60. Teve como direção José Hipolito Trigueirinho Neto. A trama gira em torno de um grupo de amigos inconformados com o marasmo e a vida monótona da capital baiana, na época da ditadura de Getúlio Vargas.
Tonho, um jovem rejeitado pelos pais que vive de pequenos furtos no porto de Salvador, vive conflitos sociais, políticos e religiosos. Sua amante inglesa quer afastá-lo dos companheiros, mas ele se envolve num atrito entre grevistas e a polícia, terminando por roubar a amante para ajudar os perseguidos. Insatisfeita, ela o denuncia, comprometendo-o politicamente. Ele é preso e, quando volta para a família, seu drama permanece.

III) Jardim das Folhas Sagradas
Conta a história de Bonfim, negro baiano que tem sua vida virada pelo avesso com a revelação de que precisa abrir um terreiro de candomblé. Com os espaços disponíveis cada vez mais raros, ele acaba procurando um lugar na periferia empobrecida e degradada. Afastado da tradição e questionando fundamentos como o sacrifício de animais, Bonfim cria um terreiro modernizado e descaracterizado, o que lhe trará graves conseqüências.

IV) Atabaque Nzinga
Documentário musical sobre a Cultura Afro Brasileira, cuja estrutura narrativa se traduz por um jogo de búzios, onde nossa protagonista Ana (Taís Araújo) chega atraída pelo “chamado do tambor” em busca de seu auto- conhecimento e seu caminho.
Pela estrada da percussão nas locações de Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro, Ana encontra diferentes ritmos, grupos musicais e coreográficos, experienciando sua integração na sociedade brasileira. O material filmado em Angola, África, onde no séc. XVII viveu e reinou a Rainha Nzinga, guerreira famosa, cujo nome serve de batismo à protagonista do filme, é uma referência e ilustra o passado da história do negro no Brasil.

V) Casa de Santo
Documentário dirigido por Antonio Pastori, traz como tema chave esta influência a partir dos rituais desses terreiros de Candomblé, preservados pelo povo negro que acredita na força de sua religião. As quatro nações da religiosidade de matriz africana estão retratadas com fidelidade e emoção.
O filme percorre os principais terreiros das nações Jeje, Ketu e Angola e registra uma Festa de Caboclo, onde a raiz africana se mistura a influências indígenas e européias.
O filme tem cenas inéditas de rituais que nunca haviam sido mostradas de forma tão fiel, em uma reconstituição histórica.

VI) Por Que Você Está Na Umbanda?
Documentário simples com entrevista/ depoimentos onde as pessoas falam de suas experiência com a religião da Umbanda.

Há alguns clássicos como VII) “Pierre Verger – Mensageiro de Dois Mundos” que com certeza emociona muitas pessoas pelo conteúdo, imagens, depoimentos.

VIII) Há documentário sobre a saudosa Gisèle Omindarewa

IX) Tem ainda Prova de Fogo de 1980 com elenco famoso: Elba Ramalho, Pedro Paulo Rangel e Maitê Proença. O filme narra a trajetória de descobrimento da mediunidade, em que o personagem tem que desenvolver as praticas mediúnicas e conciliá-las com seus estudos e seu trabalho.

X) Tem ainda o filme Besouro recém adicionado á lista de filmes nacionais da Netflix.

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Magia Prática: Banimento de Negatividade

Às vezes sentimos que as coisas não tão bem, a energia tá pesada e a gente tá se sentindo numa vibração ruim. Para piorar essas situações, parece que o terreiro tá fechado ou os… O post Magia Prática: Banimento de Negatividade – Simples apareceu primeiro em Perdido em Pensamentos.

via Magia Prática: Banimento de Negatividade – Simples — Perdido em Pensamentos

LINHAS DE BAIANO

BAIANOS

De um modo geral, os baianos são tidos como pessoas alegres e teimosas em afirmar sua identidade cultural. Os baianos da Umbanda, entretanto, pouco presentes na literatura científica, são guias que mesclam características da direita e da esquerda, nas giras ele se apresenta com forte traço regionalista, principalmente em seu modo de falar cantado, diferente, eles são “do tipo que não levam desaforo pra casa”, possuem uma capacidade de ouvir e aconselhar, conversando bastante, falando baixo e mansamente, são carinhosos e passam segurança ao consulente que tem fé.

Os baianos, trabalhadores da Umbanda, pertencem à chamada Linha das Almas, trabalham com energia densa (pesada). Geralmente ligada à limpeza da casa, da corrente e desfazendo magia negra. Como se fossem uma tropa de choque do astral. Por ser uma linha densa trabalham com fumo, pinga, batidas, pólvora, enxofre e coisas do tipo.

Não é recomendado para quem tem fragilidade espiritual, pois acabam absorvendo o que não devem…

A Linha dos Baianos é formada por Espíritos alegres, brincalhões e descontraídos. Gostam muito de desmanchar demandas. São conselheiros e orientadores e gostam muito dos rituais em que trabalham, girando e dançando com passos próprios. Agradecem às festas que lhe são oferecidas; bebem batidas de coco e comem comidas típicas da cozinha baiana.

Na Linha de Baianos, enquadram-se também os Espíritos de Marinheiros, que tem sua ligação com o mar e Iemanjá, e os Caboclos Boiadeiros, que foram trabalhadores do Sertão Nordestino e cangaceiros.

As Linhas de Baianos, assim como as de Boiadeiros, são consideradas Auxiliares, de Trabalho ou Do Meio, com suas Legiões e Falanges.

Características dos Baianos na Umbanda:

Comidas: Coco, cocada, farofa com carne seca etc.

Bebidas: Água de coco, cachaça, batida de coco etc.

Fumam: Cigarro de palha, fumo de rolo etc.

Trabalham: Desmanchando trabalhos de magia negra, dando passes, etc,.

São portadores de fortes orações e rezas. Alguns trabalham benzendo com água e dendê.

Cor: laranja ou qual for definida pela entidade

Apresentação: Usam chapéu de palha ou de couro e falam com sotaque característico nordestino. Geralmente usam roupas de couro.

Por ser um dia de trabalho mais intenso não recomendo levar crianças. A não ser que tomem passe e depois se ausentem. Já que no andar do trabalho, as energias vão ficando mais densas no momento de fazer a faxina pesada.

Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá!